Preparando o Natal


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O primeiro presépio vivo

1Em Itália, na aldeia de Grecchio, há séculos que os habitantes vêm contando de pais para filhos esta linda história:

«Francisco de Assis e os seus amigos tinham escolhido uma gruta próxima da aldeia para viverem uma vida de pobreza. Assim fora decidido entre eles. Afastados dos demais, os quatro jovens companheiros aproveitavam o isolamento para rezar.

Uma bela manhã, ao aproximar-se o Natal, Francisco resolveu que não iriam passar a festa sozinhos.

— Gostava que celebrássemos aqui o Natal — anunciou ele aos outros irmãos.

— Na gruta? — perguntou, admirado, o Irmão Rufino.

— Então Jesus não nasceu na pobreza? — respondeu Francisco. — O presépio de Belém não é semelhante à nossa gruta?

— Que óptima ideia! — aplaudiu o Irmão Leão . Continuar a ler

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O cantor das árvores – Uma história para o Ano Novo

1Esta história de Ano Novo passa-se na Rússia, no século XIX, no seio de uma comunidade de judeus ortodoxos. Naquela altura, como acontece ainda hoje nessas comunidades, os rapazes passavam muito tempo a aprender escrituras e comentários, e raramente tinham férias. A oração era uma constante na vida de todos, e havia orações especiais para acompanhar cada atividade, de manhã à noite. O homem que canta as orações numa sinagoga chama-se “cantor”.

A par dos ensinamentos formais das escrituras, as crianças das comunidades judaicas da Europa e da Rússia herdaram, das gerações mais velhas, uma tradição folclórica rica. Neste conto de Inverno, a avó de Samuel revela possuir um vasto repertório de histórias que atestam uma sabedoria ancestral, e conta ao neto algo sobre as árvores locais que o rabi não lhe ensinou. O amor de Samuel pelas árvores leva-o a arriscar a vida, mas a canção dele pode ser cantada por qualquer um de nós que ame tudo o que se encontra em perigo no mundo.

Era uma vez um rapaz judeu chamado Samuel, que ia à escola todos os dias, com os outros rapazes da aldeia. O professor de Samuel era pobre e tinha apenas um galo para medir o tempo. O animal tinha uma boa noção das horas e raramente se enganava. Empoleirava-se no balaústre da cama no quarto adjacente à sala de aula e anunciava o início do estudo, a pausa para o almoço, e o fim do dia de trabalho.

Certa manhã, enquanto os rapazes recitavam a lição em coro, um raio de luz solar entrou pela janela e o galo cantou um alto “cocorocó”.

― Já é meio-dia? ― admirou-se o professor. Continuar a ler


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A lenda de Hannukah, festa da luz

No Templo Sagrado de Jerusalém, havia uma lâmpada de azeite perfeita, feita do ouro mais puro. Noite e dia, a lâmpada ardia, e nunca a sua chama se apagava.
Depois, infelizmente, os Gregos invadiram Jerusalém. Expulsaram os Judeus e colocaram um ídolo no Templo Sagrado. Mal a lâmpada viu a estátua, extinguiu-se, pensando: “Nunca darei a minha luz pura a este ídolo.”
O Rei dos Gregos zangou-se e gritou:
— Acendam a lâmpada! É uma ordem!
Acenderam-na, mas o óleo não ardia. Trouxeram mais azeite, que o rei deitou na lâmpada. Em vão.
Então, o Rei pensou para consigo: Continuar a ler


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Natal no Equador

Sem TítuloJuanito, é assim que todos o tratam. Vive na periferia de Quito, a capital do Equador. Embora só tenha dez anos, trabalha como engraxador de sapatos e, com o dinheiro que ganha, ajuda a família.

Estamos na véspera de Natal. Pela manhã, Juanito vai de autocarro para o centro da cidade, a caixa de madeira com o material para limpar os sapatos bem presa debaixo do braço. Espera que o negócio lhe corra bem, pois precisa de comprar uns doces de açúcar para hoje à noite.

Juanito vagueia devagar pelas ruas, olha para os sapatos das pessoas e fala-lhes amavelmente. Entretanto, vai oferecendo também os seus serviços nos cafés. O dia está a correr de feição. Juanito limpa muitos sapatos Continuar a ler


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Natal em França

Sem TítuloO tio Marcel e a tia Babette vivem no sul de França, na Provença. Simone visitou-os já muitas vezes durante as férias com os pais. No verão passado, depois de uma visita à bela aldeia na montanha de Les Beaux, o tio Marcel disse:

— Deviam assistir à Missa do Galo do Pastor aqui em cima. É um acontecimento natalício inesquecível.

Meses mais tarde, chega uma carta do tio Marcel. Querem vir passar o Natal comigo? Continuar a ler


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Um presente antes do Natal

Ding, dong!
Mal ouvem a campainha tocar, precipitam-se a correr para as escadas.
Ding, dong!
— Eu é que vou abrir — diz Gabriel à irmã mais velha.
— Não, sou eu, é a minha madrinha que vem cá almoçar!
Matilde é a primeira a chegar à porta e abre-a toda contente. Lá está a Madrinha carregada com um grande embrulho. O Pai e a Mãe vêm recebê-la. A Mãe ri-se e ralha um pouco com a Madrinha:
— Um presente? Antes do Natal? Dás demasiado mimo à tua afilhada.
A Madrinha entrega o presente à Matilde e, enquanto despe o casaco, explica:
— Não é um presente de Natal. É um presente de Advento. É para toda a família.
Matilde e Gabriel arregalam os olhos. Um presente de Advento, o que é que poderá ser? Já têm um calendário do Advento com muitas janelinhas que se abrem, uma por dia. Não pode ser outro!
— O que é um presente de Advento? — pergunta Matilde. Continuar a ler


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Dia vinte e quatro, véspera de Natal – Peça de teatro

Sem TítuloCENA 1

16:00 / Dentro de casa

Noite Feliz” tinha estado a tocar continuamente em todas as estações de rádio. A neve caía suavemente. Tinha sido assim todo o dia, mesmo à porta de casa.

Um Natal Branco! Nunca antes na vida tinha tido um como este. Era absolutamente lindo.

Este dia vinte e quatro de dezembro.

E o melhor está ainda por vir.

A noite. A que chamam a “noite santa”. Mas isso é só a partir das oito. Até lá reina o caos. Tal como agora.

A minha mãe estava numa fúria! Mais uma vez estava completamente fora de si. A mesma cena, o ano é que era diferente. Sim, o frenesim do Natal estava de regresso uma vez mais! E todos os anos, as razões para os seus acessos de fúria eram diferentes.

Hoje, havia quatro razões.

Razão Número Um:

Às onze da manhã, o meu pai tinha finalmente comprado a árvore de Natal. Continuar a ler