Preparando o Natal


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Roubo na noite de Natal

— Não tens coragem, não tens coragem…

— Claro que tenho! — atalha Max incisivamente.

O que tinha de especial? Se a velha senhora era realmente quase surda, como diziam os colegas, então não iria conseguir ouvi-lo tirar o anjo do parapeito da janela que se encontrava meio aberta. Só tinha de esperar que um deles tocasse à campainha e a senhora fosse atender, e tinha tempo suficiente para actuar.

— Então vamos lá! — ordenou Rica, o líder do grupo.

Deslizou furtivamente ao longo da parede lateral da casa modesta até chegar à janela. Ali estava o anjo doirado com uma harpa na mão e a boca aberta, como se entoasse uma canção que só ele ouvia. Visto assim de perto, nem sequer era bonito: estava muito estalado e o dourado apresentava-se tão gasto que em vários sítios tinha até caído. Continuar a ler