Preparando o Natal


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O Natal do pequeno Pintarroxo

1Faltava uma semana para o Natal e o Pequeno Pintarroxo estava a ficar muito entusiasmado. Lavou e passou a ferro sete fatinhos quentes para os dias frios que se aproximavam.

Vestiu o seu fato branco e saiu para patinar no lago.

Pelo caminho, encontrou o Sapo.

— Tenho tanto frio! — exclamou o Sapo. — Podias ajudar-me?

O Pequeno Pintarroxo deu ao Sapo o seu fatinho branco.

— Ainda tenho seis fatos — pensou ele, enquanto o Sapo se afastava feliz, saltando. Continuar a ler

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Uma viagem no inverno

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Era uma vez um rapaz chamado Homer. Vivia numa pequena casa branca com os seus pais, vários gatos e um cão chamado Sófocles. Homer e Sófocles tinham praticamente a mesma altura, o mesmo peso e até a mesma cor de cabelo. De noite, dormiam no quarto de Homer e de dia brincavam juntos no jardim atrás da casa.

Numa manhã fria de inverno, a mãe de Homer depositou algumas moedas de prata na mão dele e disse-lhe para ir à cidade cortar o cabelo. Continuar a ler


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O dia em que fiz o papel de Maria

Quando morávamos à beira-rio, ainda havia invernos a sério: muito frios, com muita neve e cristais de gelo nas janelas.
Quando morávamos à beira-rio, a minha mãe acendia sempre o fogão pela manhã.
Amarrota folhas de jornal e mete-as na portinhola do fogão. Por cima coloca lascas de madeira e depois dois briquetes em brasa retirados da caixa do carvão. Embrulhada na camisa de dormir comprida e branca, ajoelha-se em frente do fogão e sopra com cuidado.
Puxo até ao pescoço o cobertor grosso e observo-a. Faz isto todas as manhãs. Fecho os olhos e ouço a madeira a crepitar.
Quando morávamos à beira-rio, podia ficar na cama até a cozinha estar aquecida. Em seguida, a mãe fazia chocolate quente e colocava à minha frente, sobre a mesa, a chávena cor de rosa com desenhos de nuvens. Continuar a ler


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O porquinho-da-Índia de José

Sem TítuloDesde os seis anos de idade que José ansiava ter um porquinho-da-Índia, mas, de cada vez que começava a falar do assunto, a mãe dizia imediatamente:
— Os porquinhos-da-Índia cheiram mal.
Ou:
— O lugar dos porquinho-da-Índia é no Parque Biológico.
Ou:
— Pobre bichinho, numa casa tão pequena…
E coisas semelhantes…
Nesse ano, José tinha jurado a si mesmo que o seu desejo iria finalmente realizar-se.
— Apostas em como recebo um porquinho-da-Índia pelo Natal? — disse ao seu amigo Tiago. — Vais ver…
E arranjou um plano.

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Jácome e o cântico de Natal

Jácome está de muito mau humor. Dentro de dias é Natal e ele não gosta do Natal. Não acredito nessa história de Deus nascer numa manjedoura… tretas! , resmunga ele para os seus botões. Batem à porta e o velho músico resmunga mais uma vez:
— O que é que se passa? — pergunta com alguma rudeza enquanto vai abrir.
— Desculpe! — responde um jovem. — Não queria incomodá-lo!
Jácome suaviza a voz e convida o visitante a entrar.
— Perdoe. Sou um velho rabugento. Em que posso ajudá-lo? Continuar a ler


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O Senhor Lohmann

Sem TítuloNão sei que idade teria, mas pertencia àquele grupo de pessoas que supomos terem oitenta anos … há já tês décadas.

Muito raramente saía da casa onde morava. De manhã ia ao correio e, uma vez por semana, à mercearia dos Schmidts. Em criança, todos tínhamos medo dele. Nunca sorria. Os cantos da boca estavam puxados para baixo, a testa sempre maldosamente franzida e, quando ralhava, nós fugíamos. Acreditávamos que o Sr. Lohmann devia comer crianças, embora não tivéssemos provas concretas.

Ele próprio não fazia segredo de que detestava crianças, igrejas e estrangeiros.

Assim, ficou tudo menos entusiasmado quando, pelo outono, a família Rausch se mudou para a casa do lado. “Ainda por cima são estrangeiros”, resmungou, quando soube que os novos vizinhos eram Bielorussos. De propósito, nunca os cumprimentava. Eles, pelo contrário, cumprimentavam-no sempre, amável e insistentemente, até que, ao fim de um mês, não lhe restou mais do que responder à saudação. Continuar a ler


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Roubo na noite de Natal

— Não tens coragem, não tens coragem…

— Claro que tenho! — atalha Max incisivamente.

O que tinha de especial? Se a velha senhora era realmente quase surda, como diziam os colegas, então não iria conseguir ouvi-lo tirar o anjo do parapeito da janela que se encontrava meio aberta. Só tinha de esperar que um deles tocasse à campainha e a senhora fosse atender, e tinha tempo suficiente para actuar.

— Então vamos lá! — ordenou Rica, o líder do grupo.

Deslizou furtivamente ao longo da parede lateral da casa modesta até chegar à janela. Ali estava o anjo doirado com uma harpa na mão e a boca aberta, como se entoasse uma canção que só ele ouvia. Visto assim de perto, nem sequer era bonito: estava muito estalado e o dourado apresentava-se tão gasto que em vários sítios tinha até caído. Continuar a ler


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Meus presentes de Natal

Meus presentes de Natal – PDF

O Natal já vem aí,
tempo de ganhar presentes.
Muita coisa eu já pedi
e eu sei que vou ganhar.
Mas agora faço a lista
dos presentes que eu vou dar!

Eu vou dar pró meu irmão
um presente de abafar:
vou deixar que ele brinque
com as coisas que eu ganhar!
Mas espero que ele saiba
que dos meus brinquedos todos
eu tenho muito ciúme.
Pois que brinque um pouco só.
Ele que não se acostume! Continuar a ler


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Abençoada pelo Amor

1Na noite da morte a esperança vê uma estrela;
e o amor atento consegue ouvir o roçar de uma asa.

Robert Ingersoll

— Posso ficar com este, Connie? — perguntou o meu enteado de dez anos referindo-se a um enfeite de Natal que eu estava a desembrulhar.
Era o segundo sábado antes do Natal e Conan estava a passar o fim de semana connosco. Tínhamos trazido o pinheirinho acabado de cortar para dentro de casa e o meu marido trouxera da cave umas caixas com enfeites. O nosso filho de quatro anos, Chase, juntamente com Conan, ajudavam-me a desembrulhá-los. A nossa filha de um ano, Chelsea, observava atentamente enquanto brincava. Continuar a ler


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O acender das luzes…

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Todos os invernos acontecia o mesmo.
Quando as temperaturas desciam e os dias ficavam escuros muito antes do jantar, o pai de Emma acordava-a um dia de manhã e dizia:
— Bom dia, querida! Hoje é o primeiro dia do Hanuká . São horas de irmos buscar a menorá.
Depois do pequeno-almoço, Emma ajudava o pai a tirar a velha menorá de prata do armário da sala de estar. Desdobravam com cuidado o tecido que a envolvia e, em seguida, areavam-na com panos macios para a deixar bem brilhante.
Nesse dia, ao entardecer, o pai de Emma entoava a antiga bênção e a mãe ajudava-a a acender a vela do braço maior do candelabro, cuja chama era depois usada para acender a primeira das oito velas mais pequenas.
Todas as noites, durante uma semana e um dia, o pai de Emma dizia:
— Vamos acender as luzes! Continuar a ler


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Acender as velas de novo

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Há alguns anos, um médico do sul de França entrou em contacto comigo. A neta tinha adoecido subitamente e nenhum médico local conseguia efetuar um diagnóstico. Como os sintomas da doença da menina coincidiam com algo que eu havia descrito em artigos científicos acerca do sistema nervoso autónomo, o avô decidira pedir a minha ajuda.
Mostrei-me disponível de imediato e, durante vários meses, colaborei, por telefone ou fax, com os médicos franceses que tratavam a criança. Chegámos, por fim, a um diagnóstico e prescrevi um guia de tratamento que se revelou eficaz, pois a menina recuperou miraculosamente no espaço de algumas semanas. Os avós agradeceram-me e pediram-me que os contactasse, se alguma vez fosse a França. Continuar a ler


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Natal em casa de Ernesto e Celestina

— O Natal é quando, Ernesto?
— Daqui a seis dias…
— Mas… tu tinhas prometido fazer uma festa para todos os meus amigos!
— Não temos um tostão, Celestina. Vá, vamos para casa.
— Mas não é preciso dinheiro para fazer uma festa!
— Ai não? E as prendas, o pinheiro de Natal, os bolos, a música, as velas, isso tudo, como é?
— Eu sei que não é preciso dinheiro para a nossa festa…
— Pois, pois…
— …íamos ao bosque procurar um grande tronco e um pinheiro. Tu tocavas violino, nós dançávamos e cantávamos… A comida também não era problema! Uhmm… podias fazer uma tarte, bolachas, sumo de laranja, chocolate quente e pronto! Para as prendas fazíamos desenhos, colagens, montagens… E mais uns chapeuzinhos de papel, estrelinhas… serpentinas… E ajudavas-me a pendurar tudo no tecto… Ia ficar maravilhoso. Oh, diz que sim, Ernesto, diz que sim!
(continua no slide)

hi


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A mais pequenina estrela de Natal – slideshare

Foi numa tarde invernosa, com muita neve, que a professora do Max anunciou à turma que iriam apresentar uma peça de Natal. Todos os meninos ficaram entusiasmados — em especial o Max.
O Max mal podia esperar para saber qual o papel que lhe iria caber… Embora fosse o aluno mais pequeno da turma, esperava vir a ser a estrela do espetáculo!
— Amanhã de manhã, anunciarei os papeis que vão desempenhar — disse a professora.
Na manhã seguinte, a professora do Max disse em voz alta o papel de cada aluno.
Enquanto esperava, o Max não parava de se mexer, de tão impaciente que estava.
— E chegámos ao Max — disse a professora. — Vais ser a estrela.
Os olhos do Max ficaram enormes, de tão feliz que se sentiu. E sorriu com um grande sorriso de orelha a orelha. Seria efetivamente a estrela do espetáculo!
— Vais ser a estrela de Belém. Terás de dizer ‘Sigam-me!’.
O Max deixou-se cair na cadeira.
— Só digo isso? — perguntou. (continua no slide)

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