Preparando o Natal


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Ângela e o Menino Jesus

1Quando Ângela, a minha mãe, tinha seis anos, sentiu pena do Menino Jesus que estava no presépio da igreja de Saint Joseph, que ficava perto do lugar onde vivia. Pensava que o Menino tinha frio e perguntava-se por que motivo ninguém lhe punha um cobertor por cima do corpinho nu.

Não que ele parecesse infeliz: sorria para a mãe, a Virgem Maria, para S. José, e para os três pastores com cordeirinhos às costas, que pareciam bem quentinhos nos seus casaquinhos de pele. Mas, mesmo que sentisse frio, nunca se queixaria, porque o Menino Jesus nunca iria querer que a sua mãe se sentisse infeliz.

A pequena Ângela também sentia frio e fome com frequência, mas nunca se queixava, com medo de que a mãe, os irmãos e a irmã a mandassem parar com a choradeira. Haveria de encontrar uma forma de ajudar o pobre Menino Jesus, sem que ninguém soubesse de nada. Continuar a ler


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Lua, a cadelinha do Tibete

Sem TítuloEsta história foi inspirada pelo sacrifício e coragem dos que lutam para ser livres.

Não é invulgar no Tibete os pais mandarem os filhos pelos trilhos das montanhas, na esperança de que estes encontrem refúgio no Nepal. Durante o inverno, quando esses desfiladeiros não são severamente vigiados, o frio agreste é considerado uma ameaça bem menor do que permanecer em casa. Muitas dessas crianças conseguiram chegar ao Nepal, muitas voltaram para trás, e muitas mais, pura e simplesmente, desapareceram. Continuar a ler


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O Natal do pequeno Pintarroxo

1Faltava uma semana para o Natal e o Pequeno Pintarroxo estava a ficar muito entusiasmado. Lavou e passou a ferro sete fatinhos quentes para os dias frios que se aproximavam.

Vestiu o seu fato branco e saiu para patinar no lago.

Pelo caminho, encontrou o Sapo.

— Tenho tanto frio! — exclamou o Sapo. — Podias ajudar-me?

O Pequeno Pintarroxo deu ao Sapo o seu fatinho branco.

— Ainda tenho seis fatos — pensou ele, enquanto o Sapo se afastava feliz, saltando. Continuar a ler


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Advento

Sem Título
— Jacob! — chama a mãe. —  Vai deitar-me esta carta ao correio, por favor!

— Agora não quero — diz Jacob.

Jacob está a pintar figuras de madeira: um sino, um anjo, uma estrela. Quer pendurá-las na árvore de Natal.

— Mãe — chama Jacob. — Lava-me o meu pincel, por favor. Continuar a ler


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Uma prenda para o Menino Jesus

1Lea já está cansada de ser sempre a mais pequena. O seu irmão, Natan, que já é grande, esse tem direito a fazer muitas coisas na hospedaria de Belém. Mas sempre que ela quer ser útil, respondem-lhe:

— Deixa lá, Lea, ainda és muito pequenina para fazeres isso!

Empoleirada nos seus quatro anos, Lea observa os peregrinos. São muitos, nestes últimos tempos, em Belém. O imperador decidiu mandar recensear toda a população e as pessoas vêm inscrever-se em longas listas. Na hospedaria, a mãe cozinha sem cessar enquanto o pai serve os clientes. Continuar a ler


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Lídia

1Lídia era bonita porque tinha um nome bonito e porque a uma história de Natal convém uma menina bonita. Vivia num apartamento muito alto, voltado para o mar. Tinha um quarto onde dormia, um quarto onde estudava e um quarto onde brincava. Este era o mais bonito de todos. Tinha imensos brinquedos vindos das mais diversas partes do mundo. Tinha brinquedos com música dentro, daquela música duma melodia finíssima e límpida, como uma filigrana. Tinha brinquedos de onde saía uma música que parecia vir de dentro da terra, espessa, distante, quase triste. Tinha brinquedos que exalavam música como se nascesse nas altas montanhas, rarefeita e leve, trazida em asas de condor.

Todos estes brinquedos alegravam Lídia que, muitas vezes, chamava os seus amigos e, no fim da escola, ficavam ali a brincar, a olhar o mar e a ouvir aquelas músicas que saíam de dentro dos brinquedos. Continuar a ler

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