Preparando o Natal


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O primeiro presépio vivo

1Em Itália, na aldeia de Grecchio, há séculos que os habitantes vêm contando de pais para filhos esta linda história:

«Francisco de Assis e os seus amigos tinham escolhido uma gruta próxima da aldeia para viverem uma vida de pobreza. Assim fora decidido entre eles. Afastados dos demais, os quatro jovens companheiros aproveitavam o isolamento para rezar.

Uma bela manhã, ao aproximar-se o Natal, Francisco resolveu que não iriam passar a festa sozinhos.

— Gostava que celebrássemos aqui o Natal — anunciou ele aos outros irmãos.

— Na gruta? — perguntou, admirado, o Irmão Rufino.

— Então Jesus não nasceu na pobreza? — respondeu Francisco. — O presépio de Belém não é semelhante à nossa gruta?

— Que óptima ideia! — aplaudiu o Irmão Leão . Continuar a ler


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Uma estrela – Manuel Alegre

Todos os anos, pelo Natal, eu ia a Belém. A viagem começava em Dezembro, no princípio das férias. Primeiro pela colheita do musgo, nos recantos mais húmidos do jardim. Cortava-se como um bolo, era bom sentir as grandes fatias despregarem-se da areia, dos muros ou dos troncos das árvores velhas, principalmente da ameixieira. Enchia-se a canastra devagar, enquanto a avó ia montando o que hoje se chamaria as estruturas, ou mesmo as infra-estruturas, junto da parede da sala de jantar que dava para o jardim. Eram caixotes, caixas de chapéus e de sapatos viradas do avesso, tábuas, que pouco a pouco ela ia cobrindo de musgo, ao mesmo tempo que fazia carreiros e caminhos com areia e areão. Mais tarde, os rios e os lagos, com bocados de espelhos antigos, de vidros ou mesmo de travessas cheias de água. Até que todos os caixotes, caixas e tábuas desapareciam. Ficavam montanhas, planícies, rios, lagos. Era uma nova criação do mundo. Aqui e ali uma casinha ou um pastor com suas cabras. E todos os caminhos iam para Belém.

Não era como o presépio da Igreja que estava sempre todo pronto, mesmo antes de o Menino nascer. A cabana, a vaca, o burro, os três reis do Oriente. Maria, José, Jesus deitado nas palhinhas. Via- se logo que era a fingir. Não o da avó, que era mais do que um presépio, era uma peregrinação, uma jornada mágica ou, se quiserem, um milagre. Nós estávamos ali e não estávamos ali. Continuar a ler


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O Natal do burrinho cinzento

Sem TítuloSou um pequeno burro, cinzento e coxo. O meu dono nunca gostou de mim, por isso me fui tornando triste e, por vezes, mau. Com ele peno pelas ruas da Judeia.

Esta noite, fatigados e cheios de pó, chegámos a uma vila chamada Belém. O meu dono instalou-se no último quarto livre da hospedaria. E eu fiquei num pequeno estábulo tranquilo onde já dorme um boi.

De repente, a porta abre-se.

― Isto é um sítio pobre, Maria ― murmura um homem.

― Não te preocupes, José, ficamos bem.

É tão doce esta voz que, pela primeira vez na minha vida, sinto alegria no meu coração. Será que foi um anjo que entrou? Continuar a ler


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Hino de Natal

 

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Hino de Natal

I

O infinito
num coração de criança.
A paz
na humildade da gruta.
A riqueza do mundo
no amor nascido.

II

Hora de reconciliação:
mãos que se estendem,
a linha do horizonte
a unir a diferença.
Ponte.

III

Árduos
os caminhos do mundo.
Cansaço.
Finalmente, a gruta.
No silêncio,
a Vida revelada.

IV

O berço improvisado.
Gestos que o Amor ditou.
Ténue candeia
a iluminar o futuro.
A grandeza das coisas simples.

V

O parto da alegria
na solidão dos campos.
Clarão
na noite inerte
dos homens.

VI

A Árvore da Vida
erguida
sobre o medo e o jugo.
A seiva da Infância.

VII

Os pastores aguardam.
O mistério
eleva os corações.
Comunhão.

VIII

A Natureza em festa.
Um menino é nascido.
No firmamento,
a Luz.

IX

Festa de Ano Novo.
Um sorriso de esperança
no tempo difícil.

X

Luzes de Natal
na cidade dos homens.
Tão longe
o silêncio.
Uma estrela percorre os céus.
Quem a seguirá?

Anónimo


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O que nos lembra o Natal? – Rolf Krenzer

A professora pega no giz e, em letras grandes, escreve no centro do quadro: NATAL. Em seguida vai à secretária buscar a caixa com o giz de cores, abre-a e, com um olhar convidativo, coloca-a na primeira carteira da primeira fila. Depois senta-se e fica a olhar para as crianças na expectativa.

Os alunos mantêm-se muito silenciosos, mas pouco depois, Tina levanta-se, pega no giz vermelho e escreve no quadro Pai Natal. Muitos riem alto e a professora sorri, satisfeita. Agora, é Sabina que vai ao quadro e escreve com giz verde: árvore de Natal. As crianças precipitam-se e começa uma verdadeira luta pelo giz de cor. E no quadro vão aparecendo cada vez mais palavras: velas, doces, bolas, Menino Jesus, lista de prendas, neve, papel de embrulho, festa de Natal, prendas de Natal. Continuar a ler