Preparando o Natal


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O porquinho-da-Índia de José

Sem TítuloDesde os seis anos de idade que José ansiava ter um porquinho-da-Índia, mas, de cada vez que começava a falar do assunto, a mãe dizia imediatamente:
— Os porquinhos-da-Índia cheiram mal.
Ou:
— O lugar dos porquinho-da-Índia é no Parque Biológico.
Ou:
— Pobre bichinho, numa casa tão pequena…
E coisas semelhantes…
Nesse ano, José tinha jurado a si mesmo que o seu desejo iria finalmente realizar-se.
— Apostas em como recebo um porquinho-da-Índia pelo Natal? — disse ao seu amigo Tiago. — Vais ver…
E arranjou um plano.

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Miragem

  Miragem

Na fantasia colorida
invernal
das festas de Natal,
a noite cresce
sobre o Menino
envolto em panos.

Quem O recorda
benigno
se a estridência das vozes
Lhe apaga a mensagem
de ternura
e candura
que quis partilhar?

Anónimo

Sem Título


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Um presente antes do Natal

Ding, dong!
Mal ouvem a campainha tocar, precipitam-se a correr para as escadas.
Ding, dong!
— Eu é que vou abrir — diz Gabriel à irmã mais velha.
— Não, sou eu, é a minha madrinha que vem cá almoçar!
Matilde é a primeira a chegar à porta e abre-a toda contente. Lá está a Madrinha carregada com um grande embrulho. O Pai e a Mãe vêm recebê-la. A Mãe ri-se e ralha um pouco com a Madrinha:
— Um presente? Antes do Natal? Dás demasiado mimo à tua afilhada.
A Madrinha entrega o presente à Matilde e, enquanto despe o casaco, explica:
— Não é um presente de Natal. É um presente de Advento. É para toda a família.
Matilde e Gabriel arregalam os olhos. Um presente de Advento, o que é que poderá ser? Já têm um calendário do Advento com muitas janelinhas que se abrem, uma por dia. Não pode ser outro!
— O que é um presente de Advento? — pergunta Matilde. Continuar a ler


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Renascimento

RenascimentoTinha estado um dia medonho de Inverno e a noite não parecia que fosse ser melhor. Os meus medos confirmaram-se quando, ao sair do trabalho, desabou uma chuva furiosa, como se à última hora quisesse vingar-se ainda de alguma coisa.

Durante a tarde ainda conseguira secar a roupa molhada à hora do almoço mas, invariavelmente, os sapatos teimavam em não secar. Apesar de ter trocado de meias — já não era a primeira vez que isto me acontecia — a chuva ameaçava voltar a penetrar nos sapatos. E já sentia as pontas dos dedos começarem a gelar.

Claro que, se não fosse o Natal, as encomendas que quadruplicam, os “faxes” do estrangeiro, os emails que precisam de resposta urgente, o trabalho que tem de ficar pronto dê por onde der, isto não teria acontecido.

Isto o quê? Continuar a ler


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O Natal das Bonecas

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A rua tinha luzes de muitas cores que, encavalitadas nos postes, faziam desenhos de Natal. E dançavam ao som duma música cheia de sonoridades leves como algodão. De vez em quando passava um automóvel apressado. Apesar disto, ali da montra onde se encontravam, tudo era frio e distante. Eram duas bonecas que ninguém quis comprar.

— Este é o nosso primeiro Natal…

— E, decerto, o último. Se ninguém nos comprou, vamos ser retiradas da montra e arrumadas, ou entregues à caridade, ou destruídas. Continuar a ler


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Hino de Natal

 

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Hino de Natal

I

O infinito
num coração de criança.
A paz
na humildade da gruta.
A riqueza do mundo
no amor nascido.

II

Hora de reconciliação:
mãos que se estendem,
a linha do horizonte
a unir a diferença.
Ponte.

III

Árduos
os caminhos do mundo.
Cansaço.
Finalmente, a gruta.
No silêncio,
a Vida revelada.

IV

O berço improvisado.
Gestos que o Amor ditou.
Ténue candeia
a iluminar o futuro.
A grandeza das coisas simples.

V

O parto da alegria
na solidão dos campos.
Clarão
na noite inerte
dos homens.

VI

A Árvore da Vida
erguida
sobre o medo e o jugo.
A seiva da Infância.

VII

Os pastores aguardam.
O mistério
eleva os corações.
Comunhão.

VIII

A Natureza em festa.
Um menino é nascido.
No firmamento,
a Luz.

IX

Festa de Ano Novo.
Um sorriso de esperança
no tempo difícil.

X

Luzes de Natal
na cidade dos homens.
Tão longe
o silêncio.
Uma estrela percorre os céus.
Quem a seguirá?

Anónimo


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O presente-surpresa do Rei Wod

 

O rei Wod era muito, muito rico.

Tinha tanto dinheiro que podia encher a meia de Natal de todas as crianças do país – incluindo a tua, se lá morasses – e ainda lhe sobraria muito dinheiro. Por que razão, então, odiava ele o Natal?

A razão era esta. O Rei Wod queria um presente-supresa na manhã de Natal.

Só isso?

Aha… não esqueçamos quão rico ele era. Todos os anos, acontecia a mesma coisa. Por muito maravilhoso que fosse o presente que recebia, nunca era novidade. Por exemplo:

Um cavalo com cascos multicoloridos para andar sobre o arco-íris.

Um livro de respostas a todas as perguntas dos professores. Continuar a ler


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Mais ou menos Natal

 

As ruas estavam decoradas com fios prateados e luzes coloridas.

As lojas ostentavam anjinhos, veados e duendes sorridentes. Havia Pais Natais em todo o lado.

Belinda também queria celebrar o Natal.

— Não sejas pateta — disse-lhe a mãe. — Nós não celebramos o Natal. Não é o nosso feriado.

Mas Belinda queria oferecer presentes. Queria fazer bolachas com formato de estrelas. Queria cantar canções de Natal. Queria ter uma árvore de Natal, coberta de bolas brilhantes e luzes tremeluzentes. E um anjo no topo.

— Toda a gente celebra o Natal — insistiu.

— Não, não celebra — retorquiu a mãe. — As pessoas têm feriados diferentes.

Belinda franziu o sobrolho.

— Pelo menos parece.

— Já pensaste no Tio Franck? — perguntou a mãe. — Ele não celebra o Natal. E a minha amiga Sandra e a família dela também não. Nem a tua amiga Emily. O médico que te tratou no Verão passado também não celebra o Natal. Continuar a ler


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O Espírito do Natal – J. J. Letria

Estava o Senhor Teotónio, que era rico, muito gordo e grande fumador de charutos, a carregar o carro com os presentes que passara a manhã a comprar para os filhos, para os sobrinhos e para as muitas pessoas com quem fazia negócios, quando se aproximou dele um homem pobre, idoso e magro, que prontamente obteve dele esta resposta:

— Comigo não perca tempo porque não tenho dinheiro trocado, nem alimento falsos mendigos.

— Mas eu não lhe pedi nada — respondeu o homem idoso serenamente, com um sorriso que desarmou o Senhor Teotónio e a sua bazófia de novo-rico.

— Então se não me quer pedir nada, por que motivo está tão perto de mim enquanto eu carrego o meu carro? — perguntou o Senhor Teotónio entre duas baforadas de charuto que fizeram o homem idoso e magro tossir convulsivamente.

— Estou aqui, meu caro senhor — respondeu ele, já refeito da tosse — para tentar perceber o que as pessoas dão umas às outras no Natal. Continuar a ler


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O Silêncio e a Tranquilidade – Anselm Grün

 

Chama-se ao Advento o tempo do silêncio. Apesar disso, muitos são os que o vivem enquanto tempo de barulho e de agitação. As pessoas precipitam-se para as lojas a fim de fazer as compras de Natal. E, no entanto, o silêncio é necessário para que Deus possa vir até nós. Sem silêncio, não nos apercebemos da sua vinda, não o ouviremos bater à porta do nosso coração.

Em alemão, a noção de silêncio encontra-se ligada à de imobilidade. Para fazermos silêncio em nós, importa que paremos, que deixemos de correr de um lado para o outro, que deixemos de nos agitar e fiquemos sozinhos connosco. Só me encontrarei a mim próprio se me imobilizar. Deixarei então de viver no exterior a minha agitação; aperceber-me-ei dela dentro de mim. Só alcança o silêncio, a tranquilidade, aquele que sabe resistir à sua própria agitação. A língua alemã associa igualmente, num único vocábulo [Stille, Stillen], a tranquilidade e a amamentação do recém-nascido. Ao aleitar a criança que chora com fome, a mãe acalma-a. Da mesma forma, Continuar a ler


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O Estábulo – Anselm Grün

Cristo nasceu num estábulo. C. G. Jung, para quem tal facto se reveste de um grande simbolismo, acredita que o estábulo em que Deus nasce representa cada um de nós. Não somos nem um palácio, nem uma casa nova e bem equipada, nem um quarto confortável. E cada um de nós associa o estábulo a experiências e sentimentos que lhe são muito próprios. Uma mulher contou-me que, em pequena, ao regressar da escola, ia sempre direita ao estábulo: era aí que ela se sentia em casa. O próprio cheiro do estábulo infundia lhe uma sensação de segurança e nele pressentia as suas raízes. No estábulo há animais. Trata-se pois de um lugar de vida, de nascimentos sempre repetidos e de morte: nele se encerra todo o quotidiano, com os seus altos e baixos.

As crianças sentem-se próximas dos animais; estes deixam-se acariciar, permitem que se ocupem deles e são mais pacientes do que os humanos. Ouvem o que as crianças têm para lhes dizer. E, além disso, no estábulo há sempre Continuar a ler


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O Deserto – Anselm Grün

  

No segundo domingo do Advento é-nos dito: “Voz que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas” (Marcos, 1,3sg.). É no deserto que João Baptista faz a sua aparição, é no deserto que clama a Voz do Advento. O Advento traz-nos a promessa solene de transformar o nosso deserto de maneira a fazê-lo florir. Para nós, hoje, o deserto é o sentimento que temos da nossa existência. Falamos do deserto de betão que se encontra nas nossas cidades, do deserto que é o coração dos homens, onde apenas reinam o vazio e a desolação. O deserto é a imagem da solidão, do abandono; é o absurdo, a perda da relação, a secura absoluta. Para os monges do séc. IV, o deserto era a morada dos demónios, o lugar onde vagueiam e operam as trevas, onde o mal tenta apoderar-se do homem.

No contexto actual, pode-se dizer que é o lugar onde reinam os espíritos do tempo: violência, desconfiança, exploração, destruição. A noção de deserto evoca um espaço solitário, desabitado, inculto, desolado, bravio, selvagem, feio, detestável. Todas estas palavras descrevem também o estado actual da nossa alma. Sentimos em nós o vazio e a solidão. Em lado nenhum nos sentimos em casa: somos uns sem-abrigo. Há em nós forças brutais indomáveis que nos desfeiam o rosto. O deserto é o lugar onde somos confrontados sem rodeios connosco e com o que a nossa realidade tem de mais desagradável.

Neste deserto que é o nosso coração, precisamos de preparar o caminho do Senhor. Para lhe abrirmos caminho, temos de nos aventurar no nosso próprio deserto. Tudo o que temos reprimido e recalcado: Continuar a ler


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Os Magos – Anselm Grün

Sem Título Mateus relata que, após o nascimento de Jesus, vieram magos do Oriente até Jerusalém. Estavam à procura do rei dos Judeus que acabara de nascer e cuja vinda lhes tinha sido anunciada por uma estrela. Estes magos poderiam ter sido astrólogos babilónios, peritos na interpretação dos sonhos, membros da casta sacerdotal persa que se distinguiam por um saber sobrenatural. Sem dúvida que os Judeus escorraçados para a Babilónia teriam falado aos astrólogos do lugar da vinda do Messias. A arte do cristianismo primitivo representa os Magos enquanto sacerdotes da religião de Mitra, principal adversária da igreja nascente.

Importa ver nestes factos um significado particular. Mateus e os Padres da Igreja interpretaram a adoração dos Magos como um sinal de que os sábios e os iniciados do mundo inteiro vinham até Cristo para o homenagear e para lhe trazer presentes. Todo o saber e toda a experiência que os homens tinham, desde sempre, acumulado, conduzia à adoração da Criança Divina. Mateus transmite-nos, assim, uma perspectiva bem ampla: onde e qualquer que seja a forma da nossa procura, qualquer que seja a experiência que acumulemos, em astrologia ou no domínio da interpretação dos sonhos, na magia ou em práticas esotéricas, pouco importa. O que vamos encontrar, no mais fundo de tudo isso, é a nostalgia da Criança Divina, do Deus que, ao encarnar-se, se torna visível. Continuar a ler


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A Vela: uma luz – Anselm Grün

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Durante o Advento, gostamos de nos sentar diante de uma vela acesa, procurando encontrar, na sua luz, a paz. As velas, os castiçais, exerceram, desde sempre, sobre os homens uma atracção particular. A sua luz é cheia de doçura. Ao contrário do néon, cuja luz é tão crua, a luz da vela só ilumina o espaço à nossa volta, deixando tudo o resto na penumbra. O seu brilho difunde-se num ameno calor. Não se trata de uma fonte de iluminação artificial que deve expandir-se igualmente sobre todas as coisas. Pelo contrário, a luz da vela possui, na sua essência, as qualidades do mistério, do calor, da ternura. À luz da vela podemos olhar-nos a nós próprios; percebemos então, com um olhar mais doce, a nossa realidade, muitas vezes tão dura. Esta doçura dá-nos coragem para nos vermos tal como somos, e para assim nos apresentarmos diante de Deus. Podemos então aceitar-nos a nós mesmos.

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Conversa do velho Padre Jerónimo com o Menino Jesus nas palhinhas

Sempre que penso em Belém, o meu coração fala com o Menino Jesus. E digo: — Senhor Jesus, que cama tão dura, e como tremes de frio! E tudo para salvação da minha alma! Como poderei pagar-te? — E o Menino Jesus responde: — Nada te peço, meu bom Jerónimo. Canta-me só a canção Glória a Deus nas Alturas. E não te importes: eu ainda hei-de sofrer mais no horto das oliveiras e na cruz. — E eu continuo: — Meu pequenino Jesus, mas eu tenho que te dar alguma coisa. Vou dar-te todo o meu ouro. — Continuar a ler


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Hoje é Natal – José Vaz

O avô Fernando chegou de longe com uma mala muito pesada. Ajudei-o a levá-la para o meu quarto e não o larguei mais, enquanto não a abriu. O que traria ele dentro daquela mala tão grande? Prendas de Natal? Surpresas? Brinquedos? Livros? – perguntava a mim próprio. Mortinho de curiosidade, andei à sua volta como uma mosca, a zumbir perguntas.
— Ó avô, o que é que trazes?
— Tem calma, tem paciência, que logo te mostro! – aconselhou, ainda com a voz ofegante por ter carregado comigo aquela mala.
— Anda lá, diz-me só a mim, que eu não digo a mais ninguém!
— As prendas e as surpresas só se mostram logo, depois da ceia. Não sejas chato!
— Diz-me, que eu prometo guardar segredo! – insisti.
Como tinha de entregar à minha mãe uns produtos para a ceia, que tinha trazido da sua terra, começou a abrir a mala devagarinho e eu fiquei à espera que de lá de dentro saísse qualquer coisa de mágico: um avião que voasse – vrrruuum, vrrruuummm – ou uma coisa assim… capaz de fazer pasmar os meus amigos. Continuar a ler


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O desenho de Natal

Jacob está a fazer e a pintar desenhos para o Natal.
A tia Elli quer um presépio com o menino Jesus, o boi e o burro.
O tio Fernando quer pastores a caminho de Belém.
A avó gostava de um anjo com um ar sereno a dizer: “Não tenhais medo.”
Jacob faz um balão a sair da boca do anjo e escreve no interior: “Não tenhais medo.” Depois, vira-se para Catarina:
– Agora já tenho uma prenda bonita para todos!
– Só para o aniversariante é que não! – diz ela. – Para Jesus. Ele faz anos no Natal. Penso que devíamos oferecer-lhe alguma coisa!
– Achas que ele ficava contente com um desenho? Continuar a ler


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Uma estrela subiu ao céu – Willi Fährmann

Sem TítuloEstava no chão do recreio, no meio da sujidade. No fim do intervalo grande, Regina pegou nela. Era uma bolacha de Natal em forma de estrela, escura e com uma espessa cobertura de açúcar.

Na sala, Regina pôs a estrela na secretária, em frente da professora, a D. Mariana.

— Encontrei-a no recreio — disse.

— Alguém a deitou fora — disse Carolina.

— Está suja e já ninguém pode comê-la. — disse Francisco.

— Se alguém tivesse fome de verdade, comia-a — assegurava Regina. Continuar a ler