Preparando o Natal


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A festa da lua ou A lanterna de Lin Yi

Lin Yi é enviado ao mercado com uma lista de compras. Se negociar bem, talvez lhe sobre dinheiro e poderá comprar a lanterna em forma de coelho com que tanto sonha. Mas o tio Hui também adora amendoins. Sobrará dinheiro para a lanterna?

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Um dia de chuva muito especial

1Nova Iorque, Lower East Side, 1912. A área sudeste de Nova Iorque acolheu milhares de emigrantes durante as grandes ondas de emigração para a América. Esta zona pobre da cidade tornou-se na área com maior densidade populacional do mundo. Aqui viviam pobremente muitas comunidades estrangeiras, entre elas a de Judeus. Com efeito, era na Lower East Side que se encontrava a maior comunidade Judaica do mundo. Num modesto apartamento vivem Ella, de doze anos, Henny, de dez, Sarah, de oito, Charlotte, de seis e Gertie, de quatro anos, com a mãe e o pai, um comerciante de coisas usadas. O dinheiro não abunda, mas a mãe dirige a casa habilmente. Uma casa onde reina a alegria e a harmonia.

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A Lower East Side de Nova Iorque era uma zona pouco bonita. Não tinha relva e nos passeios cinzentos e nas sarjetas calcetadas nada crescia. Flores, só as que se viam nas poucas lojas de floristas. Não havia alamedas ladeadas por árvores. Nos passeios só havia candeeiros a gás. Não havia um ribeiro onde as crianças pudessem chapinhar nos dias de verão. Só o rio East, cujas águas, verdes escuras e sujas, cheiravam a peixe, a madeira alcatroada dos barcos e a lixo putrefato.

Como muitas outras famílias judias, o pai e a mãe moravam com as cinco filhas no bairro muito povoado. Mas, ao contrário da maior parte das famílias, não moravam numa casa grande, mas num apartamento de quatro assoalhadas e vestíbulo de um prédio de dois andares. O pai tinha uma loja não longe do rio, na cave de um antigo armazém. Para lá chegar, tinha de se descer por uma escada de madeira perigosamente estreita, sem corrimão. Mas isso não impedia as crianças de irem visitar o pai. Iam lá muitas vezes, pois, para elas, a loja era como o reino de um conto de fadas. Era uma loja de velharias. Continuar a ler


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Um narciso amarelo

1Morris Kaplan vive num pequeno apartamento por cima de um restaurante muito frequentado. Todas as noites, os sons abafados de mesas a serem postas, de música a tocar, de pessoas a falar e a rir fazem-lhe companhia, enquanto prepara e come o jantar e enquanto lê o jornal da tarde. Morris adormece com frequência na cadeira, junto à janela, com o jornal estendido sobre os joelhos, como se fosse um cobertor. Chega a dormir lá toda a noite, de roupão e chinelos.

De manhã, acorda cedo, mesmo antes de entregarem o leite e os legumes no restaurante. Veste-se com cuidado e come um pequeno-almoço de torradas, geleia e chá, que toma num copo. Depois sai, põe a carrinha a trabalhar e inicia a longa viagem até ao mercado das flores.

Hoje, Morris caminha devagar por entre os enormes baldes cheios de íris, margaridas, cravos, rosas, lírios e inspira o ar cheio de fragrâncias. Numa das tendas, escolhe um cravo vermelho: passa a mão devagar pelas pétalas, examina o caule e afasta-se. Morris tem por hábito escolher apenas as flores mais frescas e bonitas para a sua loja. Continuar a ler


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Clara – a menina que sobreviveu ao Holocausto

 Uma história tão tocante quanto O diário de Anne Frank e A lista de Schindler. É o que se pode dizer deste livro, baseado no diário que a judia Clara Kramer escreveu em plena Segunda Guerra Mundial, quando tinha apenas 15 anos.

A 21 de julho de 1942, os Nazis conquistam a cidade polaca de Zolkiew, originando a deportação e o massacre de milhares de judeus. A família de Clara consegue esconder-se num bunker que apressadamente escavaram à mão. A viver por cima deles e a protegê-los, estava a família Beck. Embora se proclame antissemita, o Sr. Beck arrisca diariamente a vida pelos dezoito judeus que acolheu.

Apesar das condições de vida inumanas, dos relatos diários da morte de familiares e amigos e do terror constante, os laços de amor e solidariedade que se estabeleceram entre eles dão conta da grandeza que faz pulsar o coração humano.

Contra todas as probabilidades, Clara sobreviveu para contar a sua história. Continuar a ler


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A história do perdão

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O Yom Kipur ou Kippur é um dos dias mais importantes do judaísmo. No calendário hebraico começa no crepúsculo que inicia o décimo dia do mês hebraico de Tishrei (que coincide com setembro ou outubro), continuando até ao pôr do sol seguinte. Os judeus observam tradicionalmente esse feriado com um período de jejum e orações.

O pai de Hanoch contou-lhe que, todos os anos, quando era novo, na véspera do Yom Kippuria visitar os seus amigos e conhecidos e fazia-lhes a seguinte pergunta: Continuar a ler


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O cantor das árvores – Uma história para o Ano Novo

1Esta história de Ano Novo passa-se na Rússia, no século XIX, no seio de uma comunidade de judeus ortodoxos. Naquela altura, como acontece ainda hoje nessas comunidades, os rapazes passavam muito tempo a aprender escrituras e comentários, e raramente tinham férias. A oração era uma constante na vida de todos, e havia orações especiais para acompanhar cada atividade, de manhã à noite. O homem que canta as orações numa sinagoga chama-se “cantor”.

A par dos ensinamentos formais das escrituras, as crianças das comunidades judaicas da Europa e da Rússia herdaram, das gerações mais velhas, uma tradição folclórica rica. Neste conto de Inverno, a avó de Samuel revela possuir um vasto repertório de histórias que atestam uma sabedoria ancestral, e conta ao neto algo sobre as árvores locais que o rabi não lhe ensinou. O amor de Samuel pelas árvores leva-o a arriscar a vida, mas a canção dele pode ser cantada por qualquer um de nós que ame tudo o que se encontra em perigo no mundo.

Era uma vez um rapaz judeu chamado Samuel, que ia à escola todos os dias, com os outros rapazes da aldeia. O professor de Samuel era pobre e tinha apenas um galo para medir o tempo. O animal tinha uma boa noção das horas e raramente se enganava. Empoleirava-se no balaústre da cama no quarto adjacente à sala de aula e anunciava o início do estudo, a pausa para o almoço, e o fim do dia de trabalho.

Certa manhã, enquanto os rapazes recitavam a lição em coro, um raio de luz solar entrou pela janela e o galo cantou um alto “cocorocó”.

― Já é meio-dia? ― admirou-se o professor. Continuar a ler