Preparando o Natal


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Uma estrela na noite escura

Matias sentou-se, muito encolhido. Todos os pastores tinham partido e ele ficara sozinho.
— Ficas a tomar conta das ovelhas — dissera o velho Simão antes de se fazerem ao caminho. — Já és suficientemente crescido.
O seu colega Tobias ainda lhe metera medo, sussurrando:
— E quando os lobos vierem, não fujas.

O facto é que Matias tinha medo. Há já alguns dias que o uivar do lobo ecoava até ao vale e aquela noite parecia-lhe agora mais escura do que as outras…
Mas talvez fosse por causa da luz estranha que brilhara há pouco, por volta da meia-noite.
De um momento para o outro, o céu ficou muito claro e brilhante. As estrelas começaram a dançar e a lua deu uma cambalhota. Os pastores ficaram cheios de medo e até o velho Simão começou a tremer. Só que, depois, aparecera no céu uma figura de luz que lhes disse:
— Não tenham medo. Trago-vos uma boa notícia. Alegrem-se, pois hoje nasceu Jesus Cristo, o Salvador. Que a paz esteja na terra!
Matias ouvira muito bem: a voz falara de um menino Continuar a ler


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O pássaro de Natal

Era um inverno frio e nevoso. A mãe de Katia punha a mesa para o jantar. Havia leite e pão acabado de sair do forno.
— Hoje, quando fui levar ovos ao estalajadeiro, vi uns forasteiros na aldeia — disse Katia.
— Ele contou-me que está a deixá-los dormir no estábulo. Porque já não tem lugar dentro de casa — respondeu o pai. — Ao menos ali, junto da palha e dos animais, estão aquecidos.
— Gostava de saber quem são — disse a mãe. — Porque é que andarão de viagem com este tempo?
Quando Katia foi para o quarto, ouviu passos fora de casa e sentiu logo depois o pai abrir a porta. Esgueirou-se até às escadas e ficou à escuta. Continuar a ler


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Um presente antes do Natal

Ding, dong!
Mal ouvem a campainha tocar, precipitam-se a correr para as escadas.
Ding, dong!
— Eu é que vou abrir — diz Gabriel à irmã mais velha.
— Não, sou eu, é a minha madrinha que vem cá almoçar!
Matilde é a primeira a chegar à porta e abre-a toda contente. Lá está a Madrinha carregada com um grande embrulho. O Pai e a Mãe vêm recebê-la. A Mãe ri-se e ralha um pouco com a Madrinha:
— Um presente? Antes do Natal? Dás demasiado mimo à tua afilhada.
A Madrinha entrega o presente à Matilde e, enquanto despe o casaco, explica:
— Não é um presente de Natal. É um presente de Advento. É para toda a família.
Matilde e Gabriel arregalam os olhos. Um presente de Advento, o que é que poderá ser? Já têm um calendário do Advento com muitas janelinhas que se abrem, uma por dia. Não pode ser outro!
— O que é um presente de Advento? — pergunta Matilde. Continuar a ler


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Rudolfo e Brita

Ainda ele vinha a subir as escadas e Joana já o ouvia cantar: “Era uma vez uma rena…” Joana soltou um gemido e gritou pela mãe, atarefada na cozinha:

— O Rudolfo já lá vem!

Jacob era o nome verdadeiro de Rudolfo e era o irmão mais novo de Joana. Andava na primeira classe e fora lá que lhe ensinaram aquela canção idiota e esquisita. Por acaso, a culpa era da Olívia, que no ano passado lhe tinha oferecido a rena Rudolfo em peluche.

“…chamara-lhe Rudolfo…” Jacob abriu a porta e não parava de cantar, enquanto tirava a roupa. “… com o nariz vermelho…” Joana levou as mãos aos ouvidos. Era de ficar maluca!

— Mãããe! — gritou em socorro. Mas a mãe limitou-se a aparecer à porta da cozinha, rindo enquanto limpava as mãos.

Jacob não largava Rudolfo, embora Joana já lhe tivesse explicado cem vezes que aquele boneco era só para o Natal. Pelo volume da canção, reparou que o irmão se dirigia ao quarto dela.

Quando a porta se abriu, uma almofada voou direita à cabeça de Jacob acompanhada de uma ordem:

— Cala a boca!

— Estás maluca? — Jacob deu um pontapé à almofada. — Sempre é melhor do que a tua Brita Suspiro! — respondeu-lhe furiosamente.

— Chama-se Britney Spears!! Continuar a ler


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Natal na Polónia

Hoje é o último ensaio de coro antes da festa de Natal. Quando Roman e Agnes saem da igreja antes das outras crianças, já está escuro e neva ligeiramente. Ao fim de algum tempo de caminho, Agnes diz ao irmão:

— Espera, tenho de apertar os atacadores.

Roman pára. Olha em volta e pergunta:

— O que é isto?

Agnes também ouve um miar fraco e queixoso. Por baixo de um arbusto, descobrem um gatinho. A rua está vazia.

— Se ficares na neve, vais morrer gelado — diz Agnes com pena. — Temos de te levar connosco. Continuar a ler


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A verdadeira história do Pai Natal

A verdadeira história do Pai Natal

As ruas da cidade estão enfeitadas com iluminações coloridas. Há tantas luzinhas! Parece que todas as estrelas do céu caíram e ficaram presas nas janelas… O Gonçalo sonha… Enquanto olha pela vidraça para a neve branca e leve.

Esta noite o Pai Natal vai passar!

Vem então aninhar-se nos braços da sua mãe. Tem tantas coisas para lhe perguntar…

— Mãe, onde mora o Pai Natal? O que é que ele faz durante todo o ano, enquanto espera pela época do Natal? E como é que ele me vai trazer os brinquedos que eu pedi?

— Vá lá, tem calma, diz-lhe a mãe. Se quiseres levo-te ao país do Pai Natal! Vou contar-te a verdadeira história do pai Natal…

O Pai Natal vive numa casinha muito pequena que fica no meio da neve e dos glaciares, longe, muito longe daqui. Está tão bem escondida entre os pinheiros, que ninguém consegue vê-la. É uma casinha muito quentinha e muito acolhedora porque o Pai Natal é muito sensível… Mas, nunca lá entrou ninguém! Ele é um velhinho bondoso, mas não gosta de curiosos…

— Mãe, se eu pudesse espreitar pela janela, achas que conseguia ver o piano eléctrico que pedi?

— Oh! não. Irias perturbar o Pai Natal: na sua oficina, diante da velha banca de trabalho, com as ferramentas, que continuam sempre novas, ele fabrica os brinquedos para todas as crianças do mundo. Ele aplaina, corta, martela, cola, pinta… Ah! Ele tem muito trabalho!… Continuar a ler

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